
poesia / poema
Rogério Camara e Priscilla Martins
Um dos seis poetas revelados na 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta de 1956, Wlademir Dias-Pino é responsável por uma das obras mais singulares da poesia visual no Brasil.
Ficha técnica
realização
Funarte
organizadores
Rogério Camara, Priscilla Martins
versão em inglês
Ana Teresa de Castro Lima
projeto editorial e gráfico
Rogério Camara, Priscilla Martins
ilustração da capa
Wlademir Dias-Pino
impressão
Impresso em offset na Athalaia Gráfica, Brasília.
Papel Couché Fosco 150 g (miolo)
Papel Vegetal 92 g (A Ave)
Papel Offset 240 g (Solida)
Papel Jornal 52 g (Brasil meia-meia)
Papel Couché Fosco 350 g (capa).
fontes
poesia-poema foi composto em Neutraface, família de tipos projetada por Christian Schwartz.
formato e acabamento
Formato 230 x 210 mm, 204 páginas.
Acabamento brochura costurada, capa flexível
Peso, 780g
local de publicação
Brasília
ISBN
978-85-68809-01-3
Sobre o Livro
Publicado graças ao prêmio obtido em edital da Funarte em 2014, o livro aborda a produção crítica e poética de Wlademir Dias-Pino, concebida entre os anos 1950 e início dos anos 1970, quando integrante dos movimentos da poesia concreta e do poema-processo.
Um dos seis poetas revelados na 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta de 1956, Dias-Pino é responsável por uma das obras mais singulares da poesia visual no Brasil.
O livro é organizado em dois blocos: o primeiro sobre a participação de Dias-Pino na poesia concreta e, o segundo, sobre o poema-processo. Encontram-se reproduzidos não somente textos críticos de autoria de Dias-Pino e do grupo poema-processo, mas também seus principais poemas vinculados aos respectivos movimentos.
E, em meio ao desenvolvimento das novas tecnologias, é comprovada a relevância da obra e do pensamento desse artista visionário. Mais do que relacionar a produção de Dias-Pino à lógica da interatividade digital, deve-se considerar, pela resistência às linguagens padronizadas, o seu sentido político. Não se trata, portanto, de buscar a atualidade de sua obra pelo viés tecnológico, mas pelas possibilidades de apropriação que estabelece – esta é a essência que a torna de seu tempo, de seu lugar, onde efetivamente se atualiza a cada leitura, permanecendo contemporânea.
Sobre os Organizadores
Rogério Camara – Formado em design gráfico pela PUC-RJ, doutor em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ) e professor do Departamento de Design da Unidade de Brasília. Autor do livro Grafo-sintaxe concreta: o projeto Noigandres e das publicações online Enciclopédia Visual e Poema Processo, além de diversas publicações voltadas às escrituras e poéticas urbanas.
Priscilla Martins – Formada em design gráfico pela Universidade Federal Espírito Santo (UFES) e mestranda no Programa de Pós-graduação e Artes da UFES. Dedica-se à pesquisa de livros de artista no Brasil e atua como designer gráfica. Participou, como pesquisadora, das publicações online Enciclopédia Visual e Poema Processo.
Conteúdo
Textos introdutórios
Apresentação
Poesia/poema
Linha do Tempo
Carta Aberta
Poesia Concreta (textos)
Brasília e a Poesia Concreta
Da negação e positivação do espaço
A realidade do espaço é a ordem
Bate-pronto com o poeta concreto
Leitura de Wlademir Dias-Pino sobre o
livro-poema A Ave
Leitura de Wlademir Dias-Pino sobre o
livro-poema SOLIDA
Poesia Concreta (reprodução dos poemas)
A Ave
SOLIDA (cartazes, versão 1956)
SOLIDA (livro-poema, versão 1962)
Numéricos
Poema de Processo (textos)
Proposição
Poema de Processo 1
Perguntas de J. Branco / respostas de Dias-Pino
Situação limite: separações e consequências
O poema/processo não acredita em LSD
Índice gráfico I
Índice gráfico II
Poesia/poema // escritura/leitura
Conceitos do poema//processo
Parada — opção tática
Poema processo (poemas)
Brasil meia-meia (livro-poema)
Conversas com Wlademir Dias-Pino
Poetry/poem: Wlademir Dias-Pino (english version)
Deve-se considerar a relevância da obra de Dias-Pino pela resistência às linguagens padronizadas, o seu sentido político e compreendê-la pelas possibilidades de apropriação que estabelece — esta é a essência que a torna de seu tempo, de seu lugar, onde efetivamente se atualiza a cada leitura, permanecendo contemporânea.
Rogério Camara, designer, educador, pesquisador








